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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Será que você é um parente ou uma interrogação?


Dizem que a família é a primeira célula da sociedade, mas creio que está célula já não carrega os valores e as tradições como antigamente.
Antigamente as famílias tinham muitos filhos e cada um que chegava era uma festa maior que a outra.
As famílias reuniam-se periodicamente, avô, avó, tios, tias, primos, irmãos e irmãs. Todos faziam uma grande festa. Lembro que quando minha bisavó veio de Minas Gerais para morar em Taubaté, toda família se reuniu, foi uma grande festa. Ainda sinto saudades das histórias contadas pela Vó Dindinha.
O tempo se passou, as pessoas cresceram, valores foram sendo distorcidos ou analisados de forma diferente. Minha família assim como a maioria das famílias pós modernas mudou, ou seja, o individualismo tomou conta dela. Tanto por parte de mãe (Carvalho) como por parte de pai (Rodrigues Cardozo), essa mudança aconteceu depois que minhas avós morreram. Saudades de dona Benedita Augusta, uma senhora batalhadora, que adorava me colocar apelidos (horríveis), que fazia uma comida que eu corria para rua para não ter que comer. Saudades também da dona Maria Benedita, minha avó era dona de uma coragem sem tamanho, era uma leoa para proteger seus filhos sem contar de seus dotes culinários.
Depois que elas partiram as famílias (Carvalho – Rodrigues Cardozo) trincaram como argila exposta ao sol.
Daí pessoas podem dizer assim ainda existe união entre as famílias, porém alguns distanciam dos outros. Sim, mas essa distância foi criada pelo esquecimento de alguns valores, não se ama as pessoas apenas quando existe algum vinculo entre elas, se ama, pois é família sangue do sangue.
Sabe como a minha e muitas outras famílias se reúnem hoje? Assim: um membro muito querido precisa partir para morada celeste, para unir a sua volta pessoas que pouco se conhecem, que nem fazem idéias uns dos problemas dos outros e de suas angustias, mas que são unidas por um vinculo chamado respeito.
O que você tem feito para que sua família não, seja como argila seca e sim como uma linda porcelana que passa de geração para geração como uma herança familiar? Será que você tem que esperar alguém partir para a eternidade para lembrar que tem família? Será que você tem dado atenção para aqueles que ficam e perdem o chão? Será que você é um parente ou uma interrogação?

domingo, 10 de julho de 2011

Quem disse que surpresa é uma coisa boa não conhece todos seus significados!

Começo de verão, o sol pareceria totalmente alinhado com a terra, a brisa que soprava os coqueiros próximos ao mar, davam a entender que os queimava. Uma leve e turva sensação de que o deserto do Saara era aqui mesmo. As crianças pareciam golfinhos brincando com as ondas. Todas as sensações negativas pareciam ser levadas pelo mar. Minha esposa se igualava as míticas sereias, e se agraciava com o sol deitada de biquíni sobre uma kanga amarela que refletia os raios solares em seu rosto. Era à tarde de verão que todo homem imaginava viver com sua família, mas de repente o céu azul se escureceu como a um presságio e os raios de sol deram espaço a raios sombrios  e uma gigantesca tempestade começará a se formar. As crianças saiam do mar correndo ao ouvirem o clamor de minha esposa, que não, mas transmitia o ar de uma sereia, mas sim de uma leoa defendendo seus filhotes de predadores mais ferozes. Tive a estranha sensação de que algo pior estava para acontecer, e estranhamente me paralisei de uma forma que parecia que algo muito importante me seria arrancado naquelas férias tão bem planejadas em nossa casa de verão, a beira mar. O céu que agora estava negro era  cortado por raios, que estranhamente parecia se misturar com os raios de sol e vez ou outra seus clarões tomavam a cor alaranjada. Subitamente sinto alguém me arrastando para dentro de casa.
            Em minha mente algo martela, uma desgraça haverá de acontecer nestas férias, e minha paz se tornaria um verdadeiro inferno astral. A força dos ventos era tamanha que minha esposa nem precisou fechar a porta depois de ter me jogado para dentro de casa, ela se fechará sozinha.
           Já sentado na minha poltrona predileta na sala, ainda sentia os calafrios que congelavam até mesmo meus pensamentos, eis então que toca a campainha e um medo avalassador tomou conta de minha alma, quem seria naquele momento em que o apocalipse parecia acontecer lá fora. Minha esposa corre para atender, poderia ser alguém machucado, ou buscando abrigo. Na minha mente o pior ainda estava por vir e a porta parecia abrir-se em câmera lenta, ao está totalmente aberta eu tive naquele momento a sensação de que o capeta realmente existia e que minhas férias haviam chego ao fim. Eu acabara de ver minha Sogra com as malas na porta, veio para passar as férias conosco.
Este foi mais um dos textos produzidos no terceiro ano de faculdade.