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domingo, 8 de janeiro de 2017

A vida sempre vai ser vida, seja ela de um bandido ou de um bom samaritano

A sociedade está cada dia mais liquida, ou o ser humano a cada instante brinca mais de Deus? Perguntas difíceis de se responder, uma vez que diariamente nos tornamos mais e mais insensíveis. Criamos uma “sociedade tribunal” sem direito a defesa.

Uma das características marcante da sociedade pós-moderna descrita por Zygmunt Bauman é a falta de valores do ser humano. Este é o ponto principal para explicar as atitudes de decisões marcantes do nosso século. A falta expressiva dos valores morais e éticos que deveriam nortear as relações humana de convivência são inexistes, aquele velho exercício de reflexão: se coloque no lugar do outro, é piada para muitos.

Dai você deve estar se perguntando porque estou metodicamente repetindo o que sempre digo! Simples, quero convidar você a refletir comigo sobre o que a sociedade tem clamado nestes dias, ou seja, “um mal menor com consequência para um bem maior”.

Essa refexão moral e ética não é um tema pós-moderno, ela leva o ser humano a reflexão pelo menos 2017 anos. Nas sagradas escrituras podemos encontrar dois casos bem polêmicos, em Gênesis, as filhas de Ló embebedam o pai, para engravidar dele e não deixar que ocorra o fim da linhagem familiar de Ló, em outra passagem bíblica o Rei Salomão brinca de Deus e manda cortar uma criança ao meio para dar uma parte para cada mãe, ambas alegavam a maternidade. Lógico que a narração serve para mostrar que a verdadeira mãe é capaz de abrir mão para salvar seu filho.

Tente responder a essas perguntas:
- Você acha que o massacre nos presídios são uma espécie de justiça contra os criminosos?
- Será que a vida de um PM vale mais que a vida de um bandido?
- Será que diminuir a maior idade penal é uma resposta?

Vamos por parte, existem supostamente dois tipos de “justiça” a dos homens e a de Deus. E aqueles criminosos estavam pagando pelos seus erros. Muitos vão dizer bandido é bandido e bandido bom é bandido morto! Certo que tal você mesmo pegar um revolver tirar a vida desses bandidos? Isso ninguém que fazer, pois sabe que vai estar se igualando aos mesmo que mataram. E os que querem é sinal que são iguais a eles! Vou além e se esse bandido fosse seu irmão, você acharia justo a sentença de morte?

Vamos entrar em um outro ponto delicado; o de quem salvar em uma emergência? O próprio nome já diz emergência, e quem está lá de plantão fez um juramento ético de salvar vidas e não de ver o histórico civil de todos que entram ou saem dali. O pior é que nossa sociedade é tão hipócrita que ultimamente só sabe levantar bandeiras de grupos e fingem uma outra emergência que é a saúde pública que sem médicos ou por negligencias matam milhares de pobres nas filas diariamente.


A resposta para todos esses problemas de violência social o suposto milagre seria a diminuição da idade pena, vamos superlotar os presídios e lá eles fazem a lei da selva olho por olho e dente por dente desta forma a sociedade está limpa. Ilusão de quem crê nesta atrocidade, nosso sistema não corrige ninguém. Ele forma seres frios, desumanos e irracionais que anos depois ganham a liberdade, entretanto agora pós-graduado em malandragem. De que adiantaria colocar os jovens em lugares como esses? A não ser se o extermínio das facções seja a solução que você espera!

Violência gera mais violência e esse ciclo vicioso corrompe a sociedade extremamente subjetivista, em que as pessoas pensam no tal do mal menor para um bem maior.

A sociedade só vai ser modificada com o respeito às leis éticas e morais, sim pode me chamar de conservador, não me importo, pois eu creio em um Deus e esse meu Deus não é uma morfina espiritual que muitos usam, Ele é o Redentor e morreu pregando que devemos amar ao próximo e não matar o próximo.



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sábado, 27 de junho de 2015

Como vou amar o próximo se o vejo como uma aberração?

Mark Rowlands (2008) em seu livro “Tudo que sei aprendi com a TV: a filosofia nos seriados de TV”, afirmar que o vivemos em um mundo individualista que vive em busca de satisfação pessoal, pensamentos defendidos também pelo sociólogo Zygmunt Bauman.

A questão é o individualismo da pós-modernidade trata tudo com liquidez, impõe uma necessidade por subjetividade e esquece a necessidade da vida em grupo. O que importa é a satisfação pessoal, quase sempre baseada em pensamentos na liberdade que imponho ao que estão do meu lado. Vivemos de imposição tais como: da moda, da linha de raciocínio de um tempo, da fundamentação religiosa de um povo, da mídia, do sistema econômico entre outras varias. O problema é que alguns sempre enxergam exageros em uns casos e não em outros, ou seja, vai existir sempre a dualidade do contra e do a favor. Um grupo é contra o sistema capitalista que explora uma maioria em prol de uma minoria, outro grupo é contra o pensamento marxista, pois este teria sido um cara sustentado pela burguesia que ele combatia.

Na verdade, não creio que vivemos valores invertidos como muitos afirmam nas redes sociais. 

Creio que vivemos é a falta de valores, cada dia mais vivemos a filosofia de que “os fins justificam os meios”. Um pensamento extremamente utilitarista que se justifica com o máximo de felicidade que posso juntar neste mundo. O grande problema é que (i) moralmente dizendo para alcançar essa felicidade “se alguém precisar ser sacrificado nesse processo, a justiça exige que sejam feitos sacrifícios” (Rowlands, 2008, p. 146). Que justiça é essa?

Dai eu pergunto: Matar 3 para salvar 20 é um mal menor, perto de um bem maior? Quer dizer que as 3 vidas que eu tirei são piores do que as 20 que salvei! Aqui compro briga com várias pessoas, pois mesmo que alguém seja um bandido, um assassino, o fato de ceifar a vida dele, também me faz um assassino. A vida não é estatística é um dom.

Será que aquele que sobrevive assassinando a humanidade de outros seres humanos sobrevive à morte de sua própria humanidade? Pois a partir do momento que passo a viver “olho por olho e dente por dente” deixei de ser um humano e me igualei a um animal irracional. E na lei da selva vale tudo.

Esse é o grande mal da sociedade atual, viver a lei da selva. Quando deixamos de lado as leis que ditam os bons costumes, a moral e a ética, nos tornamos seres irracionais Pois é mais fácil trancafiar nossas crianças em jaulas sem perspectiva de vida, é mais fácil ainda sustentar os infratores em um sistema carcerários sem condições humanas de sobrevivência – vamos joga-los todos em um buraco e deixar que se matem sozinhos.

Essa é nossa realidade e para piorar a situação vivemos caçando os diferentes, pois eles podem criar uma ruptura que vai abalar a “moralidade” que ainda resta. Hipocrisia pura, voltamos a viver no tempo de Cristo em que os sumos sacerdotes se diziam os sábios, os donos dos conhecimentos da Lei Divina, mas quando se esbarram no FILHO DE DEUS, sentiram inveja e ira e os condenaram a morte e morte em cruz, a pior humilhação da época.

Chega gente de tanta hipocrisia de querer matar um punhado em prol de um bem maior, e quando digo matar aqui não digo a separação do corpo da alma e sim matar socialmente, causando a humilhação para imposição de uma moral doutrinária que cada qual opta por viver. Sou católico com orgulho, mas isso não me faz melhor do que aqueles que não clamam pelo Senhor, pois no final Deus julgará cada um.

Como vou amar o próximo se o vejo como uma aberração? Lembre-se somos todos a imagem e semelhança de Deus, e se eu vejo o outro como um monstro é Deus que estou vendo como monstro. Dai ser fundamentalista demais acaba ruindo a minha própria fé. 

sexta-feira, 5 de março de 2010

Hipocrisia.

Juro que tento entender o porquê tanta perseguição com minha pessoa!


Bom o engraçado é que eu RT, uma mensagem que foi RT, por outra pessoa do meu Twitter, e essa pessoa tem muito mais jornalistas no seu perfil que o meu. Detalhe maior é que cada um interpreta e massifica a informação da forma que deseja, neste caso melhor detonar o Kleber.

Embora a frase não foi minha e sim copiada continuo afirmando: é mais violento sim se formar jornalista! E sabe porque, considero o fato de ter que concorrer com pessoas menos capacitadas profissionalmente, um insulto ao esforço de uma pessoa que fica quatro anos dentro de uma sala de aula. Preferia ser agredido com peixe podre ou fígado podre. É uma violência bem menor do que eu freqüentar 4 anos de um curso e ter que disputar o mercado com um “cozinheiro”, não que ser cozinheiro não seja digo, pois minha mãe sustentou cinco filhos assim.

È muita hipocrisia de algumas pessoas que na frente se dizem minhas amigas (os) e quando não estou perto falam mau de mim.

Engraçado que elas estão certas, pois defendem sua profissão e são as donas da verdade absoluta, agora quando simplesmente menosprezam a profissão dos outros, enchendo a boca para falar que radialista trabalha para carregar cabo para jornalista entre outras asneiras, não ofendem certo! Quanta hipocrisia.

Mesmo porque, eu tenho ótimos amigos JORNALISTAS, e a falta de respeito criada na área foi de alguns que chegam chegando, achando que podem sair fazendo jornalismo e ser radialista e publicitário com o mesmo diploma. Rádio e TV é tão insignificante que querem ter esta especialização por tabela.

Se eu fosse mesmo esse monstro, o que coloca a própria profissão como a melhor e mais importante na área de comunicação, não teria oferecido espaço para alguns amigos jornalistas para participar de equipe criada por alunos de RTV em uma rádio comunitária local. Mas de boa sempre tem que ter alguém para se falar mal certo, e esse alguém sou eu. Pelo menos quando desejo falar algo, falo na cara e não espero as pessoas virarem as costas.

BELEZA, mesmo fazendo a minha propaganda negativa como o insuportável, sou eu quem vem ganhado destaque na faculdade, e como diria o Ratinho, eu sou apelativo, mas tenho ibope. Continuem assim, mas façam o favor de dizerem sempre no final:

Ah! Mas quando estou perto dele, eu nunca sou sincero (a)!