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quinta-feira, 17 de abril de 2014

O nunca mais é a moeda da desilusão

O “nunca mais” é uma estação de trem sem paradas
Construída com trilhos irregulares de uma verdade mal trabalhada
A espera de uma locomotiva guiada pelas razões sem lógicas
Em nenhum tempo foi encontrado as palavras certas
O léxico foi formatado em letras indeléveis talhadas na pele
Deixando rastro de dores esfumaçadas na essência
Jamais se foi pensado em emoções
Carregastes em seus lábios apenas a junção de letras ilusórias
Construíste um castelo com as curvas de sua beleza venenosa
Mais do que nunca abriste opções de diversão sem mencionar o preço
Paguei caro em acreditar em sua vaidade sedutora
De troco me deste um rio de lágrimas sem nascente
O “nunca mais” é uma estação de trem sem paradas
Assim como seus lábios são um terminal poluído com o veneno da conquista
Um ponto sem parada em constante rotação

domingo, 15 de abril de 2012

O amor é um câncer que destrói sua alma



O amor talvez seja a próprio a explosão que deu inicio ao universo!
A pergunta é será que ele constrói ou destrói?
Como a dor pode construir?
A dor de amar é algo que entala em sua garganta, te deixa com sede de um desejo mentiroso
O amor dilacera sua alma contrai um músculo chamado coração, te deixa doente fisicamente e psicologicamente
O amor é uma palavra vazia, carregada de ilusão e carência
Na na ficção pode ser que ele seja bonitinho e estampe rostos com sorrisos, te ensine a crescer, te deixe feliz
Onde esta a felicidade em se sentir sujo, em se sentir perdedor?
Como ter um sorriso de vitória se você é um troféu conquistado por caprichos e abandonado por asco próprio!
O amor quer corações destruídos infelizes e raivosos
Um dia meu Senhor foi pregado em um cruz em nome de uma palavra que Ele esqueceu avisar que não vinha com manual instruções ou botão de delete
Somos idiotas iludidos por esperanças inexistentes, por carinhos que vem em mão duplas, carregados de segundas, terceiras ou quartas intenções!
Como colocar para fora o que o descaso fez com que ficasse impregnado em seu ser?
O amor é um câncer escondido na sua epiderme, que quando entra em contato com odores de outros corpos toma vida (morte) e te destrói lentamente
Uma ferida aberta exposta as pragas e infecções
Uma ferida que nem toda a eternidade pode curar talvez você a estanque por uma hora, um dia, um mês, mas nunca para vida toda
Assim como o câncer não tem cura e vai te levar ao encontro da cruz o amor faz você seguir o mesmo caminho
Quando menos esperar você vai estar na mira do cúpido um Deus vingativo que quer e vai te fazer sofrer a pior dor do mundo apenas para rir e se divertir
Contudo hoje você ri, ou finge chorar, mas ele ainda vem te azucrinar sua vez ainda vai chegar.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Olhar para o passado apenas para relembrar os amigos que se foram

Adeus ano velho, 2009, foi um ano de muitas perdas, posso dizer que foi um ano negro.

O que teve um início que prometia reviravoltas tornou-se sombrios.

Depois de várias etapas e de garantia de emprego na Canção Nova, acabei amargando mais uma derrota, fui barrado no último exame para contratação.

As derrotas não pararam por ai não, logo após o carnaval, perdi um pedaço da minha história, uma fatalidade para não dizer uma brutalidade levou meu “AMIGO, IRMÃO, COMPANHEIRO”, mas Deus para tentar me animar me colocou a frente do Comunicação em Destaque, foi uma recompensa em um momento em que não tinha cabeça para dar o meu melhor, mas graças a Ele, que sempre me guia saiu tudo bem.

Vi também uma grande amiga ser chamada para junto do Pai, deixando em mim um vazio difícil de preencher, no entanto esse vazio deve ser maior ainda em suas meninas.

O Senhor me reservou coisas boas, para o restante do ano, me estendeu novamente a chance de estar na Canção Nova, desta vez como estagiário.

Faculdade outra oportunidade de Deus, ou quem sabe um teste de paciência, ano difícil, em que conheci algumas pessoas sem suas mascaras, me senti muito sozinho. Fui um grão de areia em pleno oceano, perdido sem rumo, sem apoio.

Ah sei lá o que dizer neste momento, seria ingratidão com o Senhor dizer que: - Este foi o pior ano de minha vida, pois Ele me estendeu as mãos varias vezes, neste ano.

Que 2010, seja um ano de realizações sem grandes perdas, pretendo comemorar um sonho o de me formar, mas não quero me formar apenas profissionalmente, quero me formar como pessoa que vive que dá chance para sofrer, que ama que se apaixona e reconhece no seu irmão o sofrimento.

Que venha mais um ano, mas Senhor quando eu abrir minha boca para falar, que seja o Senhor falando por mim, não quero ser um comunicador sem conteúdo, sem sentimento movido pela razão.

Metas para esse ano:
curso de Inglês; conseguir ir pelo menos 3 dias por semana na academia; encontrar alguém especial para minha vida, que me ame da forma que eu sou; tirar a limpo uma parte da minha história sem final, reencontrar alguém que me deve algumas respostas; ter paciência na faculdade; TCC; um bom emprego.

“A maior meta sem dúvida é ser feliz, cansei de infelicidade, de amigos falsos, de estar cercado de pessoas hipócritas que usam outras como se fossem fantoches. Se for preciso começo meu circulo de amizades do ZERO, mas não vou mais ser bobo de ninguém."

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A Pedra

Essa escuridão que me consome será que um dia se vai
Olho para os cantos dessa sala imensa e vazia
Olho para o céu todas as estrelas juntas e eu só
Faz frio quando o sol queima a pele
Quando Olho para Multidão não me acho
Perdi-me em algum ponto do passado
Acho que foi quando tropecei naquela pedra
Não pode ser eu até a levei pra casa
Tratei-a com carinho e amor
Na escuridão devo ter pego a pedra errada
Alias pedra é sempre pedra
Ou serve para construir ou para destruir
A minha ainda não descobri o que faz
Dói essa luz cinza
Essa escuridão me consome e não sei pra onde ir
Quando vejo o espelho descubro que a imagem não sou eu
Deve ser por que usei a pedra pra subir
E esqueci qual o lado certo da descida
O frio esta congelando a minha alma
Pois os ossos já foram moídos
Com o tombo que ainda nem levei da pedra

(autor: Kleber Cardozo)